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30 de Abril de 2008

Energia PS


 


O tema do mais recente debate parlamentar com a presença do primeiro-ministro foi escolhido pelo Governo. A escolha, desta vez, recaiu sobre a energia. A energia está no centro da vida de um país e mesmo da evolução humana, independentemente do tipo de análise que se faça. Como imaginar uma sociedade moderna, em que se comunica, se transportam pessoas e bens, se preparam alimentos e se aprende, sem energia? Parece-me uma tarefa impossível, por maior que seja a criatividade.


 


Todavia, as evidentes alterações climáticas no nosso planeta demonstram-nos que a utilização das energias tradicionais, poluentes e emissoras de CO2 e de outros gases com efeito estufa, sobre as quais se desenvolveu no século XX uma sociedade globalizada, têm os dias contados, sob pena de condenarmos o planeta e a espécie humana. O tema que, na opinião de Tony Blair, é "a questão mais importante que enfrentamos enquanto comunidade global" está claramente no topo da agenda mundial.


 


Mas, se não chegassem as questões ambientais, acrescem a estas, as questões geoestratégicas que, em muito condicionam, uma política de segurança de abastecimento. As regiões do globo mais ricas em petróleo (como a Venezuela, a Rússia, o Iraque, a Arábia Saudita, a Nigéria e mais recentemente o Irão) são também as regiões com maiores problemas de instabilidade política e social. O aumento da procura de combustíveis fosseis, muito por força do emergir económico da China e da Índia, e também de alguma retoma da economia mundial, levou nos últimos anos o preço e o consumo de petróleo a valores extraordinários, batendo sucessivamente os recordes de preços absolutos.


 


Entre 2001 e 2006, o fuel subiu mais de 160%. O petróleo, que ainda em Julho de 2007 estava a 77 dólares, ronda hoje cerca de 110 dólares. É neste cenário que o PS chega ao Governo em 2005. Cerca de 85% da energia que o nosso país consome é adquirida ao estrangeiro e as energias renováveis, de que Portugal tem grande potencial para produzir - transformam-se num verdadeiro desígnio na acção do Governo PS. Já em 2007, mais de 40% da electricidade consumida em Portugal teve origem em fontes renováveis. A meta de 39% estabelecida pela União Europeia para 2010 está ultrapassada com três anos de antecedência.


 


Portugal já tinha sido, em 2006, o país da Europa que mais cresceu no aumento do potencial eólico. No aproveitamento da força dos rios, área em que Portugal tinha desinvestido nas últimas décadas, o lançamento de dez barragens, é agora uma acção decisiva para que um dos países da UE com maior potencial hídrico por explorar e simultaneamente maior dependência energética do exterior, aumente a sua capacidade de produzir energia e de simultaneamente a armazenar (a água guardada nas albufeiras é um autentico reservatório de energia).


 


Mas se a produção de energia não se fica por estas apostas - elas também existem nos biocombustiveis, na biomassa, nas ondas do mar, no solar ou na microgeração -, há a registar que ao nível da eficiência energética as apostas são igualmente ambiciosas. Todos reconheceremos que em Portugal o desperdício de energia é enorme. O Plano de Eficiência Energética, recentemente colocado em discussão pública pelo Governo do PS, assume como objectivo a redução de consumos em 10% até 2015. E este facto é tão mais importante quanto a meta europeia é de 8% e de que Portugal é um país em que, tradicionalmente, o aumento do consumo de energia tem sido superior ao do crescimento da economia, com excepção, precisamente, de 2007.


Boas notícias para a economia. Excelentes notícias para o futuro.


Jorge Seguro Sanches

publicado por PS Seia às 17:56
Maioria Absoluta???
Deixa-me rir! Com o voto de este ainda militante, não vai ter concerteza nova maioria;basta de tanta arrogância, ataques aos trabalhadores, promessas totalmente invertidas, no que concerne ao seu cumprimento.
Como eu, vão haver muitos e muitos milhares de Portugueses, uns militantes, outros não, que vão direcionar o seu voto à ESQUERDA; sim outra esquerda que não a deste PS, que jamais será o PS que eu conheci nos anos 70.
Aproveito a oportunidade, para exprimir a minha revolta por estar a receber SMS's para o meu telemóvel apelando para o plenário distrital de Militantes hoje na Guarda; fui, ainda sou, (embora aposentado, dirigente sindical; inserido portanto no Movimento Sindical Unitário. A corrente sindical socialista da CGTP jamais pactuará com a política laboral que tem sido levada a efeito por este governo; portanto, se fosse hoje à Guarda, era de certeza posto na rua porque me recuso "a abanar a cabeça".

Mais respeito pelos eleitores, pelo povo deste país!!!!

Seia, 9 de maio de 2008

Zulmiro Rodrigues de almeida

Zulmiro Almeida a 9 de Maio de 2008 às 15:40
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