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20 de Agosto de 2007

Da estabilização financeira


ao crescimento económico


 


Em política é sempre útil medir o desempenho em função de referenciais precisos e de compreensão objectiva. O quadro económico-financeiro em que o Governo de José Sócrates encontrou o país, em Março de 2005, apresentava um défice orçamental em torno dos 7 por cento e um crescimento económico negativo ou nulo. E, em menos de dois anos e meio, o défice orçamental está abaixo dos 3 por cento (o tal número mágico que levou à mais colossal manipulação das contas nos governos do PSD-CDS) e a economia está a crescer a uma taxa de 2 por cento ao ano.


 


Poder-se-á dizer que é pouco e que não é suficiente para afirmarmos uma trajectória de convergência com a Europa mas, não sendo a economia uma actividade que reaja a estímulos com resultados imediatos, sobretudo quando se está em fase de câmbio do modelo de crescimento, temos de convir que fazer melhor não seria seguramente nada fácil.


 


Chegados a este patamar o que falta então fazer? Provavelmente o mais difícil e demorado. Em primeiro lugar, a estratégia de crescimento suportada nas exportações tem de mobilizar a capacidade inovadora dos portugueses a um nível que envolva universidades, institutos politécnicos e empresas. O proverbial isolamento das instituições de ensino superior e a sua desresponsabilização perante um orçamento que sustenta um determinado tipo de "establishement" não pode manter-se. As universidades e os institutos têm de criar valor para a sociedade e, da sua actividade, tem de ser feito um balanço para avaliar os ganhos e os custos. Não adianta fazer teses e mais teses de doutoramento ou mestrado se não servirem par acrescentar valor à comunidade onde todos nos integramos.


 


Por isso, a responsabilização pela despesa tem de ser assumida por uma plataforma que envolva as empresas e as instituições de investigação, mesmo que o financiamento seja inteiramente público. E daí que uma cultura de responsabilidade social associada a uma cultura de empreendedorismo e risco deva vir associada a programas que fomentem o aparecimento de empresas que promovam o resultado da investigação aplicada ou, até mesmo, de produtos e serviços inovadores.


 

publicado por PS Seia às 22:20
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