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30 de Julho de 2007

O estado da nação versus


o estado da oposição


 


Anualmente, próximo do período de férias do Parlamento, o regimento da Assembleia da República determina a possibilidade de realização de um debate de política geral. Este debate, designado como o debate do estado da Nação, é uma excelente oportunidade para fazer um balanço da sessão que passou, numa perspectiva de prestação de contas do Governo com a Assembleia, numa lógica que agora sai reforçada através da reforma do Parlamento, e que é a do poder fiscalizador dos parlamentos sobre os governos.


 


Mais do que em espírito reformista, Portugal vive hoje uma ambição, que com dois anos de Governo é uma realidade quanto à evolução e mudança constante do paradigma da nossa economia. O Plano Tecnológico é hoje, cada vez mais, um desígnio nacional que o Governo do PS lançou, lidera e desenvolve. Aliás, a combinação entre duas apostas estratégicas de Portugal - a energia (onde Portugal é um dos três países europeus com maior aposta nas renováveis) e o plano tecnológico nacional (onde dois anos depois 95% das medidas previstas se encontram em execução) - poderá ser mesmo uma das grandes oportunidades de desenvolvimento da economia nacional e da economia europeia, através do plano tecnológico para a energia.


 


Mas enquanto no plenário se discutia o estado da Nação, nos corredores do principal partido da oposição esse tema era o menos importante, a ponto de ao mesmo tempo que o primeiro-ministro discursava, os candidatos ou pré-candidatos ao poder do PSD concediam ao mesmo tempo entrevistas à Comunicação Social sobre a melhor forma de atacar o respectivo adversário interno. As ondas de choque da vitória do PS em Lisboa, onde Marques Mendes tinha dito que "Um voto no PS é um voto no Governo (...)"2, mostram que, infelizmente, à oposição falta muito sentido de Estado, o mesmo sentido de Estado que cala o PSD perante Alberto João Jardim e o PSD Madeira, que se recusam a aplicar uma lei da República.


 


Sabemos que temos no Governo e no PS uma equipa capaz de dar a Portugal uma estratégia e um sentido de esperança. Mas sentimos a falta, cada vez mais, de uma oposição capaz de dar aos portugueses uma qualquer capacidade de construção de alternativas de políticas ou de políticos. Todos reconhecerão que o estado da oposição é pior do que qualquer perspectiva, por mais critica que seja, do estado da Nação.

publicado por PS Seia às 09:22
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